A venda

REVISTA BILL

R$ 10,00
44 páginas
Formato - 20 x 15cm
GOD DOG Publicações

CAPA E EDIÇÃO: João Pinheiro

Descrição: Trata-se de uma revista dedica ao escritor americano William S. Burroughs: visionário, satírico, ácido, politico, junky, beatnik, um dos maiores gênios da literatura americana do pós guerra. Histórias em quadrinhos (89%) e textos.

Autores: Antonio Eder, Batata Sem Umbigo, Carol Sakura, Daniel Gise, Diego Aguiar Vieira, João Pinheiro, José Luis Salvador, Mariana Waechter, Pedro Mancini, Ricardo Rodrigues, Wagner Rocha e Walkir Fernandes.


Para adquiri-la, envie uma mensagem para joaocpp@yahoo.com.br com o título REVISTA BILL, que eu mando pelo correio mediante depósito de 10 reais + frete.

Já está disponível na Monkix, na livraria do Espaço Unibanco e no site da Zupi.

Ou pelo pagseguro:

Mais informações no site: http://migre.me/p9RqM


Lançamento: Revista Bill


Lançamento da revista Bill. 

Sexta-feira, 20 de março às 20h. 
Local: Monkix - Rua Harmonia, 150 - Loja 3

Com a colaboração dos ilustres amigos da Interzona: Antonio Eder, Batata Sem Umbigo, Carol Sakura, Daniel Gise, Diego Aguiar Vieira, José Luis Salvador, Mariana Waechter, Pedro Mancini, Ricardo Rodrigues, Wagner Rocha e Walkir Fernandes.

joaocpp@yahoo.com.br

Mural Plural

ITAQUERA - CORAÇÕES PERIFÉRICOS
Informações abaixo e no link
OFICINA DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COM JOÃO PINHEIRO
O quadrinista, desenhista e ilustrador João Pinheiro convida o público a explorar, analisar e produzir suas próprias HQs com o tema, Itaquera – Corações Periféricos, permitindo o contato imersivo com a arte sequencial e formando uma grande obra coletiva - o Mural Plural.
As oficinas ocorrerão nos dias 14, 21 e 28/03/2015 - Horário(s): 14h às 17h - Local: Sala da Internet Livre do SESC Itaquera.

BILL - A REVISTA


O projeto Bill começou por acidente. Como a maioria das coisas legais acontecem. O maldito Sr. Burroughs me pegou no contrapé, quando achava que tudo o que EU tinha para dizer sobre os Beats já o tinha feito na biografia em quadrinhos do Jack Kerouac. Acho que conscientemente eu tentava me afastar desses caras. Eles me acompanhavam desde os 16 anos, eu estava de saco cheio deles.
Foi por acidente que encontrei em um sebo o livro REVOLUÇÃO ELETRÔNICA do Burroughs, uma espécie de ensaio, ficção e livro de receitas. Nele, William Burroughs parte de um princípio: o ser humano está contaminado por um vírus - a palavra. "A palavra em si pode ser um vírus que atingiu uma situação permanente no hóspede", ou seja, o ser humano está contaminado, mas esta infecção não se apresenta como maligna, a princípio.
Há uma espécie de simbiose: o vírus sobrevive, o hóspede sobrevive. Mas o vírus foi sofrendo mutações à medida que o homem foi evoluindo e a linguagem foi ganhando novos contornos até que, nos dias atuais, se transformasse em uma arma de poder. Como assim? É simples. A difusão da palavra pode, obedecendo a várias técnicas, desencadear determinadas reações. Ou seja, o poder da palavra não é o de "poder fazer", mas sim o seu supremo hierárquico, o "poder de fazer fazer".
Através da elocução e de várias técnicas do domínio do discurso, associadas a estratégias bem montadas de difusão de mensagens, as palavras podem controlar multidões, criar um sistema e sustentá-lo, imutável, mantendo no poder os donos da palavra: "Os sacerdotes (...) fundaram um universo hermético de que eram os controladores axiomáticos. Ao fazê-lo tornaram-se (...) o Medo e a Dor, a Morte e o Tempo", escreve o autor.
Burroughs propõe então que se questione o sistema e a sua infalibilidade. E é neste ponto que a eletrônica e a palavra, unidas, podem funcionar como armas de destruição do sistema que elas próprias sustentavam, subvertendo as suas funções.
A principal receita sugerida por Burroughs consiste na utilização da técnica do corte e montagem, o "cut-up". Esta técnica implica a utilização de meios de gravação e difusão áudio e vídeo, ou seja, os mesmos que são utilizados para "controlar as massas", os "mass media".
Assim, sem que me desse conta, logo estava envolto pela imagem ossuda e obra desse alienígena invasor de mentes que é o Bill. Eu era refém dos Beats novamente.
Nasceu o projeto Bill.
Agora está pronta pra rodar a versão impressa da revista, objetivo do projeto desde o início.
Está será a capa da revista que deve ser lançada em breve. Com a colaboração dos ilustres amigos da Interzona: Antonio EderBatata Sem UmbigoCarol SakuraDaniel GiseDiego Aguiar VieiraJosé Luis SalvadorMariana WaechterPedro Mancini, Ricardo Rodrigues, Wagner Rocha e Walkir Fernandes.
Agredecimentos especiais a todos que participaram direta ou indiretamente do projeto (espero não esquecer ninguém): Carlos FerreiraFloriano MartinsClaudio WillerGuilherme ZiggyIkaro Max,Dario FantacciCleber GazanaYves BudinAntonio AmaralJoão Pirolla,Podre de RosaRaphael FernandesMarcelo MonteiroPablo Conde,Wagner Willian, Junior Lopes, Eric MoreiraMichelle HenriquesTW Jonas e a Sirlene Barbosa que aguenta minhas "loucuras".
*Também estou finalizando uma HQ longa, intitulada provisoriamente de Interzone Game, sobre a obra do Burroughs, a ser lançada ainda nesse semestre.
Esse vírus é mesmo poderoso. Cuidem-se.
.A história do Cocão.
HQ curta sobre um momento epifânico extraído de uma dose de conhaque.



Há muitas noites na noite Ilustrações para documentário, de Silvio Tendler, sobre os anos de exílio do poeta Ferreira Gullar Calliban Produções cinematográficas, 2013/2014