21 de abr de 2011

Artura Alvim não era um lugar assim tão longe



















Um lugar afastado do centro, chamado por aqui de periferia. Mas Artur Alvim não é um lugar assim tão longe, parafraseando o refrão da música "Rua três", "São Mateus não era um lugar assim tão longe", do Rodrigo Campos, um músico que admiro principalmente porque suas músicas dizem muito da minha vida.
Mas que poder esses lugares afetivos provocam na gente, é impressionante. O barulho, o cheiro, as mudanças ocorridas devido ao tempo, tudo suscita um turbilhão de recordações e de saudade. Amigos que se mudaram, árvores que foram cortadas, velhos que se foram... Essa cidade deu em outra, toda ela. São Paulo é uma cidade em obras, não vale a pena se apegar, mas na real, meu velho bairro não mudou tanto assim, exceto pelo fato de que no meu tempo de moleque os postes eram de madeira, os muros eram baixos, sem arames farpados e havia muito mais crianças nas ruas. Bem, acho que o desenho serve para tentar recuperar um pouco da intimidade perdida. O primeiro prédio do desenho foi onde passei minha infância e começo da adolescência, minha irmã ainda mora ali onde cria minhas queridas sobrinhas junto ao meu cunhado corinthiano. Pois é: corinthiano, nem tudo é perfeito.

3 comentários:

Nina disse...

"São Paulo é uma cidade em obras, não vale a pena se apegar."

...

Seu cunhado deve ser gente boa, João...

Tati Karpa disse...

Lindo desenho, e vc tb escreve muito bem, dá gosto de ler

se permite, uma pequena ressalva: havia muitas crianças...

mas isso é nada. Como eu disse, dá gosto de ler, diferente de alguns blogs por aí que quando a gente abre quase trinca o monitor, de desgosto.

Belíssimos registros gráficos
Parabéns! Vá em frente, quero ir no lançamento do seu livro com os textos e desenhos do blog!!!

abs

joão pinheiro disse...

Obrigado, Tati, pelo incentivo. Olha que você deu uma boa idéia. Valeu pelo toque, já corrigi o texto.

Abração.